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domingo, 13 de dezembro de 2015
Ensino do Evangelho
O ensino efetivo é a essencia da liderança na igreja, a vida eterna virá somente quando homens e mulheres forem ensinados com tal eficacia que isso mude suas vidas eles não poder ser coagidos eles devem ser levados, e isso significa receber bom ensino. Gordon B Hinckley.
Nem sempre recebemos o ensino que queremos ou precisamos, mas podemos ser o tipo de professor que os outros precisam e querem.
Seja na sua casa principalmente e também em outros lugares um professor capaz de mudar vidas, por meio de um ensino eficiente.
domingo, 25 de outubro de 2015
“Bata de Leve”: Controlando o Comportamento dos Alunos na Sala de Aula
Adorei este artigo e gostaria de compartilhar ele com vocês.
William C. Ostenson é diretor aposentado do Sistema Educacional da Igreja em Idaho Falls [cidade do Estado de Idaho nos EUA].
Mike Mansfield, um senador muito respeitado do Estado de Montana, passou dezesseis anos no cargo de líder do senado do partido majoritário. Depois de aposentar-se do senado, ocupou por mais doze anos o cargo de embaixador no Japão. Ele disse que seu sucesso se deve ao fato de ao lidar com as pessoas ele sempre procurava “bater de leve.” Depois de servir em três ramos diferentes das forças armadas durante e depois da Primeira Guerra Mundial, ele passou a trabalhar por nove anos nas minas de cobre de Butte, Estado de Montana, onde aprendeu o tal dito de “bater de leve.”
Esta expressão servia de advertência para aqueles mineiros que lidavam com explosivos para quebrar a rocha maciça em volta das jazidas de cobre. Um mineiro experiente fazia furos profundos na pedra e colocava a dinamite no fundo de cada buraco. Se o explosivo não coubesse de forma justa, a explosão poderia provocar um deslizamento de terra que, com certeza, levaria à morte dos mineiros. O processo exigia que o mineiro batesse na carga explosiva para sentá-la. Naturalmente se ele batesse com muita força, a dinamite poderia explodir antes da hora e é por isso que os mineiros advertiam: “Bata de leve.” Mike Mansfield viu nesta expressão uma metáfora para o relacionamento humano. Ao procurar aplicar este princípio no seu trato com as pessoas, ele conquistou o respeito tanto dos Republicanos como dos Democratas do Senado, bem como o povo japonês. [1]
Os professores e diretores dos seminãrios podem aplicar este mesmo princípio para solucionar os problemas disciplinares.
Como diretor de seminário, entrevistei um aluno que fora expulso da sala de aula pelo professor por causa de sua persistente desobediência. Não me lembro de todas as queixas que o professor fazia a respeito deste alundo, mas naquele dia o estudante havia levado uma lata de refrigerante para a sala de aula e se recusou a guardá-lo na mochila. Convidei o aluno ao meu escritório e comecei a conversar com ele para conhecê-lo melhor. Não é bem isso que os alunos esperam ao serem encaminhados ao escritório do diretor por motivos de disciplina; mas para ajudar este aluno eu precisava conhecê-lo. Além disso, tal abordagem geralmente é mais calmante e consegue-se tratar dos problemas com mais facilidade se o aluno não está na defensiva. Depois de conhecê-lo um pouco, pedi-lhe que me contasse sua versão da história. Descobri que este tipo de abordagem também pode acalmar e até revelar muito sobre o aluno. “Bater de leve” deste jeito muitas vezes nos encaminhará a uma solução.
Quando pedi ao aluno para contar sua versão da história, ele se queixou do fato de que os professores do colégio o permitiam levar refrigerante para a sala de aula e por isso não via razão de não poder levá-lo ao seminário. Expliquei que se tratava de uma regra que existia em todos os seminários e, devido ao fato dele poder beber refrigerante nas outras aulas, ele certamente não precisava beber refrigerante no seminário. Desta forma mostrei meu apoio pelo professor nesta situação e o aluno não teve como descordar. Eu também achava que ele concordaria em colaborar mais na sala de aula se eu prometesse falar com seu professor e pedir-lhe que fosse mais compreensivo um pouco. Ele concordou com isso e eu, como prometido, conversei com o professor a respeito do caso.
Nós, como professores, às vezes nos achamos no meio de um conflito de vontades entre nós e os alunos e assim se torna difícil vermos o fato de que nós mesmos podemos estar agravando a contenda. Neste caso, eu poderia ter transferido o aluno para outra turma, mas parecia-me importante o estudante e professor resolverem o desacordo entre eles. Em primeiro lugar, o jovem precisava parar de manifestar sua independência através da desobediência e em segundo lugar o professor precisava aprender a bater mais levemente e não levar a mal quando os alunos contestam sua autoridade.
Tendo passado quatorze anos como coordenador da Área Nordeste dos Estados Unidos, eu sabia que este jovem era justamente um dos motivos de existir o seminário de released-time [aulas de seminário que se realizam durante o horário de aulas de um colégio em que é dada licença ao estudante SUD de passar uma hora por dia numa aula do SEI]. Ao longo dos quatorze anos que passei a serviço das alas e ramos dos Estados da Indiana e de Ohio, tive a oportunidade de observar muitos excelentes professores de seminário dar aulas de manhã cedo e administrar aulas de estudo em casa—todos eles voluntários. A porcentagem de alunos matriculados nas aulas de manhã cedo e de estudo em casa nunca chegou ao nível da do seminário de released-time. Por serem menos estudantes em horários mais difíceis, quase nunca observarmos um aluno não dedicado, como o joven do exemplo. Por outro lado, há mais estudantes menos dedicados que frequentam as aulas de released-time e isso é uma das justificativas de empregar professores profissionais para dar aula nesta modalidade. Quando lidar com um aluno se tornar um desafio para nós, deveremos ter muita paciência e não ter tanta pressa em tirá-lo da sala de aula.
Como coordenador eu dava uma lição mensal para os estudantes do seminário de manhã cedo e de estudo em casa antes do Supersábado. Eu gostava de dar esta aulas e dificilmente encontrava problemas de disciplina. Mesmo assim, numa ocasião os alunos chegaram à aula conversando muito, de forma que tive que parar logo no início da lição e esperá-los acalmarem-se. Havia entre setenta e oitenta alunos e todos eles, vendo meu silêncio, calaram, menos um, uma jovem que estava no centro da capela. Logo que re-iniciei a aula ela começou a falar alto com um rapaz sentado a seu lado. Quando vi isso, parei e anunciei que eu esperaria até ela parar de falar antes de continuar a dar a aula. Havendo sido apontada deste jeito, ela saiu bruscamente da capela, empurrando os alunos que estavam no seu caminho. Não pude pereceber como os outros se sentiam quando ela saiu da sala, mas quando ela saiu eu senti o Espírito sair também.
Quando se realizou a reunião de professores em serviço, depois que os estudantes saíram para as atividades, eu perguntei a respeito de quem era o professor, ou professora, local daquela moça que havia saído. Quando soube, pedi à professora que se esforçasse para que a moça voltasse no mês seguinte. Também confessei aos professores que eu não tinha dado um bom exemplo de como enfrentar um problema disciplinar, embora os professores tenham admitido que não puderam imaginar outra maneira de resolvê-lo.
Para a lição do mês seguinte reunimo-nos numa grande sala em vez da capela. Os alunos da oitava série foram convidados também para que pudessem sentir o que era o Súpersábado, pois iriam assistir no ano seguinte. A sala estava tão lotada que alguns tiveram que sentar-se no chão. Ao começar a lição, notei outra vez que os alunos estavam agitados e não prestavam atenção, mas eu sabia que tinha preparado uma excelente lição; portanto comecei por fazer uma série de perguntas aos alunos da oitava série que estavam sentados à minha direita no chão. Quando vi o medo no seu rosto se transformar em interesse sincero, voltei a outro grupo e comecei a fazer-lhes perguntas para captar sua atenção também. Continuei a fazer isto até que todos se interessaram, menos aquela moça do mês anterior. Ela estava sentada no centro da sala e parecia resolvida a desafiar minha autoridade de novo. Mas a lição estava boa e ela logo se interessou quando eu a envolvi na palestra.
Quando faltavam vinte minutos para terminar a aula, vi um dos professores de estudo em casa e um de seus alunos entrar na sala e sentar-se no chão. Aí vi o professor levantar-se e sair, voltando dentro de poucos minutos com outros alunos. Eu desejava saber o que ele ia dizer na aula de professores em serviço que seguiria logo após a saída dos alunos para participar de suas atividades. Primeiro, ele se desculpou pelo atraso. Era um novo professor e ele não fazia ideia de quanto tempo iria demorar para buscar os alunos que precisavam de carona. Quando por fim chegaram, já era tarde e ele só conseguiu convencer um dos alunos a entrar com ele na sala. Mas ao sentar-se ele sentiu fortemente o Espírito e resolveu sair para tentar convencer os outros alunos a entrar na sala também para pelo menos sentirem o Espírito que estava lá presente. Naquele sábado o assunto da lição para os professores em serviço se tratava de como criar disciplina através de fazer perguntas para captar a atenção dos alunos e envolvê-los na lição ao invés de afastá-los por apontar seu mau comportamento. Em outras palavras, como se pode “bater de leve” o suficiente para amaciar a resistência petrificada dos alunos sem que nossos esforços explodam na cara?
Não há o que possa substituir uma lição bem-preparada no que diz respeito à disciplina da sala de aula, especialmente quando se trata de problemas disciplinares que surgem a partir do tédio. Devido a boas aulas dadas por vários professores ao longo de quatro anos, aquele jovem que levou refrigerante para a sala de aula certamente sentiu o Espírito algumas vezes e, apesar de sua atitude, aprendeu algo mais do evangelho. Sei disso porque fiquei do olho nele por quatro anos. Embora ele não tenha se formado do seminário, creio que aquilo que o Presidente Eyring disse em 1993 se aplica àquele rapaz: “Se os irmãos tratarem os alunos como se fossem bucadores da verdade, estes sentirão seu amor e isso poderá despertar neles a esperança de obterem um coração mais brando. Pode não acontecer sempre e pode não durar, mas sentirão o Espírito muitas vezes e às vezes os efeitos durarão. E todos eles se lembrarão de que os irmãos acreditavam que no âmago deles havia algo de bom e melhor, a herança de ser um filho de Deus.” [2]
Não obstante, faz parte da fé e do amor verdadeiro para eles discipliná-los quando for preciso. Por exemplo, quando fui chamado para ser diretor pela terceira vez, descobri que havia mais de vinte alunos de último ano que aproveitavam o tempo de released-time para fazer o que bem quisessem. Entrevistei cada um deles no meu escritório a respeito de seus planos para o futuro e perguntei a todos se pretendiam formar-se do seminário. Todos eles disseram que queriam se formar, por isso eu lhes disse que poderiam se formar contanto que não faltassem mais na aula. Se faltassem, eu me veria obrigado a demiti-los, impossibilitando sua formatura. Expliquei-lhes porque era importante honrarem seu contrato de released-time com o colégio e quão importante era para nós proteger nossos direitos de manter o programa de seminário em cooperação com o colégio. Frisei que o que eu falara não tinha nada a ver com minha opinião pessoal deles, porque eu era obrigado a seguir a mesmas regras que eles. Por fim expliquei que eu ligaria a seus pais e diria a eles o que acabava de dizer aos alunos.
Todos os pais me apoiaram. Até um dos pais me disse que estava na hora de seu filho ter que prestar contas e ele mandaria o filho completar todos os trabalhos atrasados até a semana santa e se este não cumprisse, não sairia em viagem a Lake Powell com os amigos. Todos os alunos, menos uma moça, deixaram de matar aula e se formaram. Suspendi a matrícula daquela que continuou a matar aula. Logo em seguida ela me procurou e perguntou se ainda haveria jeito dela formar-se. Já que ela havia desobedecida abertamente e de forma teimosa, eu lhe disse que não confiava nela o suficiente para permiti-la voltar para a sala de aula, mas lhe fiz um plano de recuperação alternativo e rigoroso que possibilitaria sua formatura se fosse completado a contento. Ela aceitou, cumpriu e formou-se com as amigas.
Creio que as regras do seminário devem ser empregadas para motivar os estudantes a fazer aquilo que já sabem que devem fazer. Em outras palavras, devemos “bater de leve” com estas regras em vez de martelar com força. Aprendi que quando se age de forma bondosa, porém firme, com os alunos, de modo geral eles aceitam as regras e fazem o que é certo. Quando não cumprirem, terão que aceitar as consequências por conta própria. Podemos consolar-nos em saber que temos seguido a admoestação do Presidente Howard W. Hunter, que nos incentivou a “dar uma resposta branda” quando, do contrário, a tentação é de dar uma resposta áspera, “incentivar os jovens” em vez de desincentivá-los, “procurar entendê-los” em vez de precipitar-nos em julgá-los como sendo espiritualmente imaturos, “analizar nossas exigências” e tratá-los com bondade e gentileza. [3]São bons conselhos para todos nós que queremos “bater de leve.”
Notas
[1] Don Oberdorfer, Senator Mansfield: The Extraordinary Life of a Great American Statesman and Diplomat (Washington DC: Smithsonian Books, 2003), 1–14.
[2] Henry B. Eyring, To Draw Closer to God: A Collection of Discourses (Salt Lake City: Deseret Book, 1997), 146.
[3] Howard W. Hunter, “This Christmas. . . .” in LDS Church News, December 10, 1994.
sábado, 9 de maio de 2015
Gestão Eficaz do Tempo na Sala de Aula
Baseado em texto do irmão Scott H. Knecht (knechtsh@ldsces.org) é diretor assistente de área dos Seminários e Institutos de Religião do sul da Califórnia.
Quantas destas cenas nos são bem-conhecidas?
• A aula começa e o professor começa por dizer: “Há muitos assuntos a serem tratados hoje e não sei se teremos tempo suficiente, mas faremos nosso melhor.”
• A aula vai muito bem até uns dez a quinze minutos antes do final quando o professor repara no relógio, entra em pânico e diz: “Não há jeito de abordar tudo isso,” e daí corre feito um louco até o final da aula.
• Chegou a hora de encerrar a aula e o professor ainda está falando. Passou da hora e os alunos estão nervosos, juntando as coisas e começando a sair da sala um por um. O professor implora que fiquem para discutir “só mais um ponto importante.”
Todos estes cenários são o resultado de má administração do tempo. Quando o professor não consegue controlar o tempo, o Espírito se sente desprezado e a aprendizagem do aluno sofre.
Eis alguns conselhos:
1. Pensem em questões de pontualidade ao prepararem a sua aula. Perguntem a si mesmos algumas destas perguntas: Quanto tempo acho que essa discussão vai durar? Que perguntas a mais surgirão a partir desta pergunta principal? Quais são alguns dos pontos que espero que venham à mente dos alunos por meio dessa atividade? Quanto tempo precisamos no final da aula para permitir a aplicação eficaz? E talvez a pergunta mais importante: O que estamos realmente tentando fazer na aula de hoje, abranger uma grande quantidade de material, ou ajudar os alunos a realmente aprender alguns princípios e doutrinas importantes?
2. Façam-se cientes do tempo na aula. Aprendam a olhar regularmente para o relógio na parede ou a seu relógio de pulso. Façam algumas marcas visíveis em seu plano de aula dos tempos aproximados que você espera estar em determinados pontos. Fiquem cientes de onde vocês estão e onde vocês gostariam de estar.
3. Direcionem a discussão na sala de aula. Alguns alunos gostam de divagar e dominar o tempo. Aprendam a ajudá-los de forma mansa a resumir as coisas e serem mais concisos. Não tenham medo de dizer coisas tais como: "Vamos permitir apenas mais um comentário sobre esta questão, em seguida, seguiremos em frente." Cada classe parece ter alguns alunos que querem discutir mais o assunto e outros que já não prestam atenção. Cabe ao professor manter a maioria dos alunos envolvidos e interessados para que possam investigar e aprender mais ao fundo. Isso pode exigir que vocês sigam para a frente. Prosseguir às vezes se torna difícil quando os estudantes querem continuar a falar sobre determinado assunto. De modo geral, procuramos sempre mais participação por parte dos alunos e solicitamos mais comentários. Quando os alunos começam a participar, sentimos bem e nos parece contra-intuitivo pararem de fazer comentários sobre o assunto só para fins de seguir em frente. Mas se o Espírito estiver na sala de aula e os alunos estiverem envolvidos, podem ter certeza que ao dar proseguimento e reiniciar o processo de aprendizagem eles permanecerão envolvidos e começarão a ver as relações e conexões entre sua própria vida e uma grande variedade de passagens, princípios e doutrinas das escrituras.
4. Não façam comentários negativos sobre o tempo. Os estudantes raramente, ou nunca, sabem o quanto os professores acham que precisam realizar em um determinado período de tempo. Tornamos o tempo nosso inimigo quando somos escravos do relógio e logo dizemos isto à classe: "Olhem o relógio; nunca há tempo suficiente!" Estejam suficientemente cientes de onde vocês estão para que os estudantes tenham tempo suficiente para digerir o que estão aprendendo. Desta maneira vocês terão tempo suficiente para lançar-lhes desafios de fazerem mudanças positivas na vida, e tudo isso em tempo hábil. Anunciar a sua frustração com a falta de tempo só serve para passar essa frustração aos alunos.Eles não precisam saber e tais comentários não ajudam ninguém.
5. Sejam sempre sensíveis aos sussurros do Espírito. Nossos melhores esforços no planejamento e programação das aulas precisam ser revistos quando, ao decorrer da lição, chegamos a um verdadeiro ponto de testemunho e poder. O Espírito nos dirá quando chegar este momento e nós deveremos aprender a responder da forma correta. Mas também haverá outros momentos em que o Espírito vai nos inspirar a prosseguir justamente para chegar a um desses pontos de testemunho e poder. O professor tem que possuir a coragem de levar a classe a este ponto, mesmo que tenha que passar menos tempo (ou até omitir) abordando outros assuntos.
A situação ideal consiste em sermos capazes de criar na aula um ambiente seguro no qual os estudantes podem perguntar, responder, criar, testemunhar e arrepender-se, tudo dentro do tempo designado para a classe. Algumas aulas são de cinqüenta minutos, outras de noventa minutos e ainda outras de duas horas ou mais. O professor que aprende a fazer o que o Espírito ordenar dentro do prazo estipulado não só cria o ambiente "tranquilo" de que o Élder Holland falou, mas também honra o tempo e o arbítrio dos alunos, assim edificando-os. Quanto mais eles se sentem edificados, mais fácil se torna ajudá-los a aprender.
A situação ideal consiste em sermos capazes de criar na aula um ambiente seguro no qual os estudantes podem perguntar, responder, criar, testemunhar e arrepender-se, tudo dentro do tempo designado para a classe. Algumas aulas são de cinqüenta minutos, outras de noventa minutos e ainda outras de duas horas ou mais. O professor que aprende a fazer o que o Espírito ordenar dentro do prazo estipulado não só cria o ambiente "tranquilo" de que o Élder Holland falou, mas também honra o tempo e o arbítrio dos alunos, assim edificando-os. Quanto mais eles se sentem edificados, mais fácil se torna ajudá-los a aprender.
domingo, 3 de maio de 2015
Criar um ambiente de aprendizagem
Tenho tido ótimas experiências nas aulas do grupo de sumo sacerdote, vejo com muito carinho todos os professores que tem ministrado as aulas e como eles tem feito um trabalho sensacional.
Isso pode ser usado nos conselhos, comitês, em casa e qualquer aula....
Numa postagem anterior escrevi sobre : Será que quando não gostamos de um aula o problema está sempre no aluno?
Sei das responsabilidades dos alunos e professores, hoje quero porém falar do ambiente e como ambos podem ajudar a melhorar o rumo das aulas, que é o que tem acontecido em nossas aulas no grupo de Sumo Sacerdotes.
Percebi que os auxílios didáticos tem sido utilizados mas com pouco espaço em nossas aulas, pois a chave tem sido o debate e criar um ambiente onde todos podem falar abertamente sem se sentir menores ou não valorizados.
Percebi que todos sentem-se livres para experessar suas opniões e contrubuir abertamente sobre como veêm a vida e o evangelho.
Nem todos os comentários são perfeitos mas todos vem do coração, não percebi ninguém com vaidade usando a aula para "APARECER", aqueles alunos que falam o tempo tempo para chamar atenção simplesmente não existem em nosso grupo.
Percebi que esse ambiente de valorização é acompanhado de muitas outras coiasas tais como :
Isso pode ser usado nos conselhos, comitês, em casa e qualquer aula....
Numa postagem anterior escrevi sobre : Será que quando não gostamos de um aula o problema está sempre no aluno?
Sei das responsabilidades dos alunos e professores, hoje quero porém falar do ambiente e como ambos podem ajudar a melhorar o rumo das aulas, que é o que tem acontecido em nossas aulas no grupo de Sumo Sacerdotes.
Percebi que os auxílios didáticos tem sido utilizados mas com pouco espaço em nossas aulas, pois a chave tem sido o debate e criar um ambiente onde todos podem falar abertamente sem se sentir menores ou não valorizados.
Percebi que todos sentem-se livres para experessar suas opniões e contrubuir abertamente sobre como veêm a vida e o evangelho.
Nem todos os comentários são perfeitos mas todos vem do coração, não percebi ninguém com vaidade usando a aula para "APARECER", aqueles alunos que falam o tempo tempo para chamar atenção simplesmente não existem em nosso grupo.
Percebi que esse ambiente de valorização é acompanhado de muitas outras coiasas tais como :
- Os Alunos sempre chegam no horário, difícil ver alguem muito atrasado.
- Todos tem as escrituras e usam durante a aula mesmo que seja no celular.
- Temos a grande vantagem de ter homens maduros na vida, e que tem muitas experiências para compartilhar, mas eles compartilham sem dolo e isso é uma coisa eficaz.
- Esses alunos sempre se concentram no tema, raramente o tema foge do ponte central.
- O ambiente de aprendizado é sempre acompanhado do Espírito Santo, podemos sentir isso com frequência.
Essas são coisas que percebi nas aulas e que podem ajudar a melhorar nosso ambiente.
Tivemos debates bons sobre a vida, a morte, a exaltação, a deidade, sobre fé, Joseph Smith, Jesus Cristo e muitos outros temas relevantes, mas a chave tem sido o ambiente propício ao aprendizado ou seja a revelação.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Senso de Propósito no Ensino do evangelho
Retirado do manual Ensinar e Aprender o Evangelho.
Quando o professor e os alunos têm o
mesmo senso de propósito, isso propicia o aumento da fé, além de nortear e dar
significado a tudo o que acontece em sala de aula. Os alunos precisam entender
que frequentam as aulas para conhecer o Pai Celestial e Seu Filho, Jesus
Cristo, e para progredir no caminho que leva à vida eterna, por meio do estudo
das escrituras e das palavras dos profetas. Devem acreditar que, quando buscam
ao Senhor desejosos de aprender e em espírito de oração, podem ser ensinados e
edificados pelo Espírito Santo. Se professores e alunos estudarem as escrituras
com o desejo de aprender pelo Espírito e uns com os outros, criarão um ambiente
propício à revelação.
O professor pode incentivar o senso de propósito em sala de aula por
meio do seguinte:
•
Esperar que os alunos cumpram seu papel no aprendizado. Há senso de propósito nas classes em
que o professor espera que os alunos cumpram seu papel no processo de
aprendizado e os ajuda nisso, e quando ele tem confiança em que os alunos farão
contribuições importantes. O professor que tem senso de propósito e que ama sinceramente
os alunos, importa-se tanto com seu progresso e sucesso que não se satisfaz com
um esforço mínimo. Esse tipo de professor incentiva os alunos com amor e lhes
dá força para atingir seu potencial de aprendizado e de discípulos de Jesus
Cristo.
•
Ser sincero e cheio de entusiasmo quanto às escrituras e ao evangelho. Os alunos normalmente têm maior desejo
de aprender com propósito quando percebem o entusiasmo do professor e sua fé no
assunto abordado.
•
Preparar aulas edificantes. Quando o professor chega a sala de aula com uma lição bem preparada e
edificante, e está confiante no rumo que foi inspirado a seguir, transmite um
senso de propósito que os alunos reconhecem com facilidade. “Ainda que eu
falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o
metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e
conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé,
de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria” (I
Coríntios 13:1–2).
Preparar os materiais e equipamentos necessários. O professor deve chegar à sala de aula
antes dos alunos para preparar todos os materiais e equipamentos necessários.
Isso lhe dá a oportunidade de cumprimentar cada aluno que chega. Os alunos
devem esforçar-se para chegar à aula no horário, e para já estar em seus
lugares com todo o material necessário, como por exemplo, as escrituras, lápis
e caderno, quando a aula começar.
•
Evitar a perda de tempo. Quando a aula começa na hora certa e os alunos percebem que não há tempo
a perder, eles ficam imbuídos de senso de propósito.
•
Criar rotinas de aula. A criação de rotinas para atividades que se repetem com frequência em
sala de aula gera um senso de ordem e de propósito. As rotinas de sala de aula
promovem a participação de cada aluno e ajudam professores e alunos a fazerem
bom uso do tempo precioso da aula. Podem-se criar rotinas para atividades como,
por exemplo, a de buscar e guardar as escrituras e os materiais didáticos,
organizar e realizar devocionais inspiradores e a de distribuir e recolher
papéis e outros materiais. É melhor fazer os anúncios, a chamada, a verificação
de tarefas e cuidar de outros assuntos administrativos antes do início do
devocional e da lição.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Será que quando não gostamos de um aula o problema está sempre no aluno?
Já ouvimos isso muitas vezes, será que o problema é sempre do aluno....
Vamos ver o que o Presidente Kimball e Hinckey disseram sobre isso:
Vamos ver o que o Presidente Kimball e Hinckey disseram sobre isso:
O Presidente Spencer W. Kimball, certa vez, pediu:
"Presidentes de estaca, bispos e presidentes de ramo, dediquem especial atenção a melhorar a qualidade do ensino na
Igreja ( . . . )". Diz ele: "Temo que, muito freqüentemente, um grande número de nossos membros venham à
Igreja, assistam a uma aula ou participem de uma reunião, e ( . . . ) depois, voltem para casa
quase totalmente [sem inspiração]. É particularmente triste quando isso acontece num momento em que
[esses membros] estejam passando por um período de estresse, tentação ou crise. Todos nós
precisamos ser tocados e nutridos pelo Espírito", disse ele, "e um dos principais meios para
conseguir-se isso é o ensino eficaz. Muitas vezes",conclui o Presidente Kimball, "trabalhamos arduamente para
conseguir que os membros venham à Igreja,mas, depois, não nos cuidamos adequadamente do que eles recebem
quando vêm"Ver Teachings of Spencer W. Kimball (Ensinamentos de Spencer W. Kimball), comp.
Eward L. Kimball.
Sobre esse assunto, o próprio Presidente Hinckley disse: "O ensino eficaz é a própria essência
da liderança da Igreja".
Repito: "O ensino eficaz é a própria essência da liderança da Igreja. A
vida eterna", continua o Presidente Hinckley, "virá somente à medida em que o homem e
a mulher forem ensinados com
tal eficácia, que mudem e
disciplinem sua vida. Não se pode forçá-los a serem retos ou a entrarem no céu. Eles têm de ser conduzidos, ou seja, ensinados""How
to Be a Teacher When Your Role as a Leader Requires You to Teach" (Como
Ser um Professor quando Seu Papel de Líder Exigir que Você Ensine), Reunião de
Liderança das Autoridades Gerais do Sacerdócio, 5 de fevereiro de 1969.
...Devemos atentar para o fato de que o Senhor jamais deu um conselho
tão enfático à Igreja
quanto o de ensinar o evangelho "pelo Espírito, sim o
Consolador que foi enviado para ensinar a
verdade". Será que ensinamos o evangelho "pelo Espírito da
verdade"? Ele pergunta. Ou será que ensinamos "de alguma outra forma? E se for de alguma outra forma", Ele
adverte, "não é de Deus"
D&C 50:14
Num
linguajar que repete outros mandamentos, Ele disse: "e se não receberdes o
Espírito, não ensinareis" D&C 42:14.
Nenhum aprendizado eterno pode acontecer sem o estímulo do Espírito,
que vem do céu. Portanto, pais, professores e líderes, devemos ver nossas responsabilidades do
modo como Moisés via a Terra
Prometida. Ciente de que não teria sucesso de nenhuma outra forma,
ele disse a Jeová: "Se tu mesmo
não fores conosco, não nos faças subir daqui" Êxodo 33:15.
Elder Holland: " Isso é o que nossos membros realmente desejam quando estão em
reunião ou numa sala de aula. A maior parte das pessoas não vai à Igreja meramente para aprender
mais alguns fatos do evangelho ou ver velhos amigos, embora essas coisas sejam importantes. Vão em
busca de uma experiência espiritual.Querem paz. Querem sentir a fé fortalecida e a esperança renovada.
Querem, em suma, ser nutridos pela boa palavra de Deus e fortalecidos pelos poderes dos céus. Nós,
que somos chamados a falar, ensinar ou liderar, temos a obrigação de fazer com que isso aconteça, da
melhor maneira que pudermos. Entretanto,só conseguiremos fazê-lo se nós próprios estivermos lutando para
conhecer a Deus, se nós próprios estivermos constantemente buscando a luz de Seu Filho Unigênito.
Então, se nosso coração estiver digno, se estivermos tão limpos quanto possível, se tivermos orado
e chorado e nos preparado e nos preocupado até não sabermos mais o que fazer, Deus poderá dizer
também a nós o que disse a Alma e aos filhos de Mosias: "[Levantai] ( . . . ) a cabeça e
[alegrai-vos]. ( . . . ) eu farei com que tenhais êxito"Alma 8:15; 26:27"
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