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domingo, 16 de julho de 2023

Cidade de Enoque


A Cidade de Enoque tinha aproximadamento 365 anos desde seu início, no fim desse período o povo foi levado a um estado mais elevado, os predios foram levados, os animais e as plantas e até parte do solo foi levado para o "céu", tudo havia sido levado para um estado superior de existência.

Onde ficava a cidade de Enoque?
"Joseph também disse que quando a Cidade de Enoque fugiu e foi transladada, era onde agora está o golfo do México; deixou aquele golfo um corpo de água. "(Diário de Wilford Woodruff, March 17, 1873)
A citação retirada do diário de Wilford Woodruff cita Joseph Smith e Brigham Young como as pessoas que trouxeram essa informação, temos então pelo menos 3 profetas de nossa dispensação citando o mesmo lugar.
Abaixo mais uma citação que corrobora a possibilidade da localização ser no Golfo do México.
"Não tenho certeza de quantos anos se passaram nessa época. Ainda era pré-Segunda Vinda. Em minhas visões desses tempos, não me foi mostrado o retorno da Cidade de Enoque. Eu só sabia que eles estavam entre nós e trabalhando nos mesmos trabalhos que nós. A cidade de Enoch agora ocupava parte, ou a maior parte, da nova massa de terra no golfo. Os detalhes de seu retorno e as particularidades de sua missão não me foram revelados. "(Pontius, John. Visions of Glory: One Man’s Astonishing Account of the Last Days (p. 221). Cedar Fort, Inc.. Kindle Edition.)

imagem com mapa do Golfo do México

Hoje, cerca de metade da bacia do Golfo do México são águas rasas da plataforma continental. O fundo do golfo é formado por rochas sedimentares e todo o golfo tem aproximadamente 930 milhas de largura.

Moisés 6:17 E viveu Enos noventa anos e gerou aCainã. E Enos e o restante do povo de Deus saíram da terra chamada Sulon e habitaram uma terra prometida, à qual ele deu o nome de seu próprio filho, a quem chamara Cainã.
Quero enfatizar o termo terra prometida, há quem diga que a cidade teria que ser nas regiões biblicas, entretanto, essa expressão terra prometida abre o leque para apoiar a ideia de ser no Golfo do México.

                                      Hoje estão em uma ordem Terrestre

“Agora, este Enoque Deus reservou para Si mesmo, para que ele não morresse naquele tempo, e designou-lhe um ministério para os corpos terrestres, dos quais pouco foi revelado. (…) Ele [Enoque] é um anjo ministrador, para ministrar àqueles que serão herdeiros da salvação e apareceu a Judas como Abel fez a Paulo; portanto, Judas falou dele” (History of the Church, 4:209). 

Temos registrado nessa citação que eles fazem parte de um "corpo terrestre".

"...É possível que os cidadãos da cidade de Enoque tenham suas próprias atribuições de ministração e sejam “anjos ministradores a muitos planetas” (History of the Church, 4:210).

Uma crença de Joseph Smith sobre este povo era que eles estão fazendo um trabalho ativo em muitos outros lugares fora do globo terrestre, ministrando...

                                                  Eles retornarão
Não há duvidas que um dia retornarão, passarão o milenio aqui conosco. A profecia diz que voltarão a seu próprio lugar. Na visão dada ao profeta em Moisés 7, vemos isso com clareza.
Durante esta visão, Enoque também viu o destino divino de Sião. Ele viu Deus receber Sião “em seu próprio seio” (Moisés 7:69).


domingo, 23 de novembro de 2014

Consagrar a vossa ação - 7


Muitos ignoram a consagração por parecer algo muito abstrato ou desanimador. Contudo, a pessoa cônscia de suas imperfeições sente o descontentamento divino em relação a seu pequeno progresso associado à procrastinação. Seguem-se, portanto, alguns conselhos para os membros da Igreja, confirmando essa orientação, incentivando-os a prosseguirem a jornada e consolando-os ao encontrarem algumas dificuldades.
A disposição de sermos espiritualmente submissos não é algo que desenvolvemos instantaneamente, mas, sim, gradualmente, subindo os degraus que, afinal de contas, foram feitos mesmo para serem galgados um a cada vez. Nossa vontade pode chegar a ser “absorvida pela vontade do Pai” e estaremos “dispostos a submeter-[nos] (…) como uma criança se submete a seu pai”. (Ver Mosias 15:7; Mosias 3:19.) Caso contrário, embora nos esforcemos, continuaremos sendo fustigados pela turbulência do mundo por estarmos parcialmente afastados do rumo.
Seria útil analisarmos alguns exemplos de consagração temporal. Quando “Ananias e Safira venderam suas propriedades, eles “[retiveram] parte do preço”. (Ver Atos 5:1–11.) Muitos de nós nos apegamos firmemente a uma “parte” específica de nós mesmos, tratando nossas obsessões como se fossem propriedades. Assim sendo, não importa quanto já tenhamos dado, a última porção é a mais difícil de ser ofertada. É claro que uma oferta parcial continua sendo louvável, mas se assemelha muito a uma desculpa do tipo “já contribuí no ano passado”. (Ver Tiago 1:7–8.)
Podemos ter, por exemplo, um conjunto específico de habilidades e talentos que, sem dúvida alguma, são nossos. Se continuarmos a apegar-nos a eles mais do que a Deus, estaremos deixando de obedecer plenamente ao primeiro mandamento. Como Deus está nos “apoiando de momento a momento”, o excesso de apego e devoção a essas coisas não são recomendáveis! (Mosias 2:21)
Outra pedra de tropeço surge quando servimos a Deus generosamente com nosso tempo e dinheiro, mas continuamos retendo parte de nosso eu interior, o que implica que ainda não somos inteiramente Seus!
Alguns encontram muita dificuldade quando determinadas tarefas chegam ao fim. João Batista, porém, foi um grande exemplo, ao declarar o seguinte acerca do crescente número de seguidores de Jesus: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”. (João 3:30) A falsa noção de que nossas designações são o único indicador de quanto Deus nos ama aumenta nossa relutância em desapegar-nos delas. Irmãos e irmãs, nosso valor individual já foi divinamente determinado como sendo “grande”, e não varia com as oscilações da bolsa de valores.

sábado, 22 de novembro de 2014

Consagração - Episódio do Leite, Família de Thomas B. Marsh

Sobre o famoso incidente com Thomas B. Marsh, Gordon B. Hinckley fez as seguintes observações na Conferência Geral de abril de 1984:

"De acordo com o relato feito por George A. Smith, enquanto os santos estavam em Far West, no Missouri, Elizabeth Marsh, que era mulher de Thomas, e uma amiga, a irmã Harris, decidiram fazer uma troca de leite entre si para produzirem mais queijo do que conseguiriam normalmente. Para garantir que tudo fosse justo, elas concordaram em não guardar o último leite da ordenha, mas ceder o leite todo, inclusive o do final da ordenha. Esse leite do final da ordenha é o mais gordo, o que tem mais nata.

“A irmã Harris cumpriu o acordo, mas a irmã Marsh queria que seu queijo ficasse ainda mais gostoso, e guardava meio litro desse leite mais gordo de cada vaca e mandava o restante para a irmã Harris. Por causa disso as duas brigaram. Já que elas não conseguiram chegar a um acordo, o caso foi levado à apreciação dos mestres familiares. Eles acharam que Elizabeth Marsh era culpada de não cumprir o acordo. Ela e o marido não gostaram dessa decisão e o caso foi levado ao bispo para ser julgado pela Igreja. O tribunal do bispo concluiu que o leite gordo fora indevidamente retido e que a irmã Marsh violara o acordo feito com a irmã Harris.

“Thomas Marsh (foto ao lado) apelou ao sumo conselho e os integrantes desse conselho confirmaram a decisão do bispo. Então ele apelou à Primeira Presidência da Igreja. Joseph Smith e seus conselheiros avaliaram o caso e mantiveram a decisão do sumo conselho.

“O Élder Thomas B. Marsh, que tomou o partido da esposa durante todo o processo, foi ficando mais raivoso diante de cada uma dessas decisões. Na verdade, sua raiva foi tanta que procurou um magistrado e jurou que os mórmons eram hostis ao Estado do Missouri. Seu testemunho levou (ou ao menos foi um dos fatores que levou) à cruel ordem de extermínio decretada pelo Governador Lilburn Boggs, que obrigou 15.000 membros da Igreja a abandonarem suas casas e causou o terrível sofrimento e as mortes que se seguiram. Tudo isso aconteceu por causa de uma briga num caso de troca de leite e nata.

“Que coisa pequena e trivial - um pouco de creme pelo qual duas mulheres brigaram. Mas isto levou, ou pelo menos foi um fator de uma ordem cruel de extermínio do governador Boggs, que expulsou os SUDs do estado de Missouri." ("Ensign" Magazine, May 1984, p. 83. Veja também o discurso de Thomas S. Monson: "Amansa teu Temperamento", em A Liahona, novembro de 2009, p.64.)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Consagração HOJE - 6



Como viver hoje essa lei tão importante. 
 Este texto eu retirei na integra do professor Steven C. Harper que é professor da BYU, escrito em um de seus discursos.
1-Quando os santos foram expulsos das terras do Condado de Jackson que o Bispo Partridge havia comprado legalmente e passado por escritura aos Santos, Joseph Smith orou ao Senhor em julho de 1838 e pediu: "O! Senhor, mostra aos teus servos. Quanto das propriedades de teu povo tu requeres de dízimo?"
Os santos modernos podem estar perplexos que ele tivesse que fazer tal pergunta. Não sabiam eles que o dízimo era de 10 por cento? A resposta é não, por dois motivos. Primeiro, embora o radical hebraico da palavra dízimo em Malaquias 3:8, 10 refira-se a um décimo, os Santos não associavam esta palavra com um décimo nesta dispensação até que o Senhor respondeu à oração de Joseph, dando a seção 119. Segundo, esta revelação emprega a palavra dízimo uma vez e dizimado duas vezes. Nestes três casos a palavra refere-se ao primeiro mandamento desta revelação: "Em verdade assim diz o Senhor: Exijo que todos os seus bens excedentes sejam entregues nas mãos do bispo da minha igreja em Sião" (D&C 119:1). Este é o começo do dízimo, que ao contrário do que muitos dizem, não se trata de uma lei inferior nem temporária, segundo a seção 119, e sim, "uma lei em vigor para sempre para eles" (D&C 119:4), e esta lei foi dada pelos mesmos motivos que foi dada a lei de consagração na seção 42, e outras seções.Joseph Smith, diário, 8 de julho de 1838, em Dean C. Jessee, redator, The Papers of Joseph Smith (Salt Lake City: Deseret Book, 1992), 2:257
2-Apesar de algumas das táticas de implantação da lei serem diferentes hoje em dia, não há nenhuma diferença grande entre o que o Senhor espera do santos hoje e o que Ele ordenou pela primeira vez em seção 42, nem na emenda subsequente na seção 119. Em outras palavras, a seção 119 não foi dada em lugar da lei de consagração; é uma reiteração da lei de consagração e estabelece as condições em que podemos viver a lei hoje em dia.
Brigham Young estava presente quando o Senhor revelou a seção 119. Ele foi designado para visitar os Santos e "descobrir que propriedades sobravam a fim de adiantar a construção do templo a que se deu início em Far West." Antes de embarcar ele perguntou a Joseph, "'Quem será juiz do que é propriedade residual?' Ele disse: 'Que eles mesmos sejam o juiz de si.'"
Brigham Young, em Journal of Discourses, 2:306
3-Consequentemente alguns Santos dos Últimos Dias ofereceram seu restante de propriedades.

Alguns ofereceram parte delas. Alguns não deram nada.
Ninguém foi forçado; e assim permanece hoje. O indivíduo decide obedecer ou não de sua livre vontade.
As vezes dizemos que devemos estar preparados para viver a lei de consagração para o dia em que os líderes nos pedirem. às vezes usamos a palavra requerer, passando a responsabilidade à Igreja ou aos líderes. Meus alunos me perguntam em seguida: Por que os líderes não requerem que vivamos a lei da consagração hoje em dia? Fico pensando: O que será que querem dizer por requerer. Pensam que os diáconos serão mandados de casa em casa para fiscalizar nossa despensa ou levantar uma auditoria da nossa conta bancária? Se pensamos que é assim, não compreendemos nem a lei de consagração nem como Deus atua. E claramente não entendemos a lei de consagração assim como se encontra em Doutrina e Convênios. Em outras palavras, já nos foi ordenado guardar a lei de consagração. E muitos já fizeram o convênio. Sim, é nos requerido, de certa forma, se esperamos receber as bênçãos prometidas, inclusive a glória celestial. O Senhor pode não mandar agora os diáconos confiscar nosso excesso mas, como declara Doutrina e Convênios 104: 13-18, os que quebram o convênios acabarão mais tarde sofrendo os tormentos do inferno.
Então, quem guardar os convênios de maneira cuidadosa procurará saber o que mais o Senhor possa lhe requerer. Como nós, no século vinte e um, podemos cumprir com a lei de consagração? Que querem dizer os vocábulos ambíguos da lei, tais como resíduo, suficiente, mais do que é necessário, desejos e abundantemente suprido? Esta cuidadosamente proferida lei claramente ensinsa princípios e não dogmas. Ela revela a vontade do Senhor sem coerção e compulsão. Possibilita que quaisquer membros possam "ocupar-se zelosamente numa boa causa e fazer muitas coisas de sua livre e espontânea vontade e realizer muita retidão. Pois neles está o poder e nisso saõ seus próprios árbitros. E se os homens fizerem o bem, de modo algum perderão sua recompensa. Mas o que nada faz até que seja mandado e recebe um mandamento com o coração duvidoso e guarda-o com indolência, é condadado" (D&C 58:27-29). Palavras como estas são suficientes para colocar a mordomia e responsabilidade no contexto certo. Compelem-nos a utilizar nosso arbítrio e agir por nós mesmos. Nós é que decidimos o que significam em termos de tempo e dinheiro porque somos os mordomos investidos de poder e responsáveis perante o Senhor pelo uso ou abuso daquilo que pertence justamente a Ele. Joseph entendia e ensinava este princípio. Ele aconselhou o Bispo Partridge, que às vezes era intrometido, a não "entrar em grandes detalhes ao fazer os inventários." Como o Profeta colocou: "Um homem se compromete, pela lei da Igreja, a consagrar os bens, sem ser obrigado, ao bispo antes de que possa ser herdeiro legal do reino de Sião. A não ser que faça isso não pode ser reconhecido perante o Senhor no livro da Igreja. Cada qual deve ser seu próprio juiz quanto àquilo que deve receber e deve deixar nas mãos do Bispo."
Joseph Smith Jr., Sidney Rigdon, e Frederick Williams a William Phelps e outros, 25 de junho de 1833, Joseph Smith Letter Book 1829-35, 44-50, Church History Library
4-Depois que os Santos foram expulsos de Condado de Jackson em 1833, o Bispo Partridge parou de receber ofertas e dar mordomias por escrituração. A revelação de Fishing River que deu cabo ao acampamento de Sião no verão de 1834, a atual seção 105, contém um versículo que faz alguns estudiosos crerem que o cumprimento da lei de consagração tenha sido adiado: "E que os mandamentos que dei com respeito a Sião e sua lei sejam executados e cumpridos após sua redenção" (versículo 34). Este versículo não fala em revogar a lei. Diz que os mandamentos específicos de comprar terras e construir um templo em Jackson e talvez até a escrituração de mordomias específicas serão executados depois que o Condado de Jackson for devolvido aos Santos. Como é que isto pode acontecer sem antes obedecer à lei? Hugh Nibley escreveu, com um pouco de frustração, que "o propósito categórico da lei de consagração é o de edificar Sião. . . . Não esperamos Sião chegar para começar a observá-la; ao contrário disso, significa que é o meio de nos aproximar mais de Sião"
Nibley, Approaching Zion, 390

5- Lorenzo Snow ensinou que o Santos não são "justificados em esperar o privilégio de voltar para edificar a estaca central de Sião até que todos demonstremos 

Obediência à lei de consagração." Ele tinha certeza que aos Santos não seria permitido entrar na terra de onde foram expulsos até que o coração estivesse preparado para honrar esta lei e fôssemos santificados por praticar esta verdade."
Lorenzo Snow, em Journal of Discourses (Liverpool: Latter-Day Saints' Book Depot, 1874), 16:276
6-Munidos de conhecimento correto da lei, somos agentes livres-mordomos responsáveis pelas posses do Senhor, inclusive nós mesmos. Temos que agir agora ou em obedecer à lei de consagração ou em desobedecer. Não fazer nada equivale a desobedecer. Mas o bispo nem pede nem dá título da minha herança.
Como posso obedecer? O élder Orson Pratt sabiamente observou que não há nada "escrito nas revelações que nos requeira utilizar um método específico."
Orson Pratt, em Journal of Discourses, 21:148
7-Então, o que espera o Senhor? C. S. Lewis acreditava que "a Única regra segura é dar mais do que temos condições de dar. Em outras palavras, se nossas despesas com conforto, coisas luxuosas e diversão, etc. são iguais às das pessoas que têm uma renda semelhante a nossa, provavelmente não estamos doando o suficiente. Se o que damos de caridade não nos apertar ou nos impedir de fazer algo, eu direi que é muito pouco. Deve haver algumas coisas de que gostamos de fazer mas que não podemos porque nossa caridade nos deixa sem condições de fazê-las."
C. S. Lewis, Mere Christianity (San Francisco: HarperCollins, 2001), 86
8-Além do convite aberto do Senhor de fazer muitas coisas boas de nossa livre e espontânea vontade, os líderes do sacerdócio nos dão oportunidades específicas de doar nosso tempo, talentos e posses para aliviar a pobreza e edificar o reino. Alguém sugeriu esta diretriz (em conformidade com D&C 42:54; 104:18; e a seção 119) para exercer nosso arbítrio: "Além de pagar um dízimo honesto, devemos ser generosos em ajudar os pobres."
Joe J. Christensen, Conferência Geral de abril de 1999, 11
9- O Presidente Marion G. Romney perguntou: "O que nos proíbe de dar uma oferta de jejum equivalente aos resíduos que davam em 1830? Nada senão nossas próprias limitações."
Marion G. Romney, Conferência Geral de abril de 1966, 100
10- O Presidente Spencer W. Kimball mandou: "Dêem, em vez do valor que poupamos ao jejuar por duas refeições, muito mais- dez vezes mais se tiverem condições de fazê-lo."
Spencer W. Kimball, Conferência Geral de abril de 1974, 184
11-Pais vivem a lei quando "deixam as coisas deste mundo" a favor de criar os filhos de Deus (D&C 25:10). Os casais guardam a lei quando deixam o lazer para ir a lugares distantes ou até próximos para "realizar muita retidão" (D&C 58:27). Os profissionais vivem a lei quando oferecem sua perícia aos necessitados sem se preocuparem com os honorários ou elogios. Podemos viver a lei por nos tornarmos "propriedade comum de toda a igreja ," e "procurar os interesses de seu próximo e fazer todas as coisas com os olhos fitos na glória de Deus" (D&C 82:18-19). Geralmente o Único documento de que precisamos é o papelzinho muito conhecido do dízimo e ofertas que estão disponíveis em todas as capelas onde os Santos dos Últimos Dias se reÚnem. A Única limitação, como disse o Presidente Romney, é aquela que nos impomos em nós mesmos.
Wilford Woodruff, um dos soldados valentes do Acampamento de Sião, não acreditava que a revelação que deu fim ao acampamento (vide D&C 105) fosse nem rescindida nem adiada. Em fins de 1834, seis meses depois que a revelação foi dada (seção 105), Wilford escreveu uma carta ao Bispo Partridge com estas palavras: "Saibam todos que eu, Wilford Woodruff, livremente faço convênio com meu Deus que livremente me consagro e dedico junto com todas as minhas propriedades e pertences ao Senhor a fim de ajudar a edificar seu reino, sim Sião, na Terra para que eu guarde sua lei e coloque todas as coisas perante o bispo de sua Igreja para ser um herdeiro legal do Reino de Deus, o Reino Celestial," então ele forneceu uma relação de seus bens.
Wilford Woodruff, diário, 31 de dezembro de 1834, Church History Library
12-Wilford entendia perfeitamente as doutrinas da lei de consagração. Tinha arbítrio. Duas vezes ele disse que agiu de livre e espontânea vontade, sem coerção nem qualquer outro convite senão a revelação original. Ele era mordomo de "propriedades e pertences," e prestava contas ao Senhor e ao servo do Senhor, o bispo. Wilford Woodruff tomou seu arbítrio e se empenhou com afã na Única causa que, afinal das contas, importa. Nem a desobediência dos irmãos e irmãs, nem a crueldade das turbas nem a cultura opressiva e materialista que se preocupava com a aquisição de bens o desviou do caminho de consagração. Ninguém pôde convencê-lo de que o Senhor havia revogado a lei.
Joseph reconhecia o fato de que ao serem expulos de Missouri em 1839, os Santos destituídos não tinham condições de edificar a Nova Jerusalém naquela época tampouco de viver a lei como um povo. Mas ele não disse que o Senhor havia revogado a lei, só que os Santos tinham bem pouco e que não havia resíduo. Porém Joseph mal havia saído do cárcere de Liberty quando deu início às obras da cidade de Nauvoo, coroando-a com um templo sagrado cujas ordenanças poderosas culminam com o convênio de consagração ao reino de Deus. Tendo sido dotado de convênio pelas mãos de Joseph no templo de Nauvoo, Wilford deixou aberta a porta de sua casa e saiu para o oeste para construir mais templos. Sua casa e propriedades haviam cumprido seu destino como meios temporários para chegar a um destino sagrado. Levi Jackman se uniu a ele e os outros que foram guiados pelo Presidente Young, inspirados por estas palavras da seção 136 de Doutrina e Convênios, uma revelação que reafirma todos os princípios da lei de consagração: "E este será nosso convênio: Caminharemos de acordo com todas as ordenanças do Senhor" (versículo 4).
"Ao ponderar e procurar a consagração," disse o élder Neal A. Maxwell, "naturalmente trememos dentro de nós mesmos ao contemplar o que pode ser-nos requerido. Mesmo assim, o Senhor já disse de maneira muito consoladora que 'Minha graça vos basta' (D&C 17:8). Será que realmente acreditamos nEle? Ele também prometeu fazer fortes as coisas fracas (éter 12:27). Estamos realmente dispostos a nos submeter a este processo? Pois se desejamos a plenitude, não podemos reter uma parte!"
Maxwell, Conferência Geral de abril de 2002, 44

 

Lei da Consagração 5

Outros aspectos importantes dessa lei.

Quando os santos começaram a se reunir em Ohio, no início de 1831, o Profeta Joseph Smith estava preocupado porque muitos deles eram extremamente pobres e não tinham as coisas necessárias, como alimento, roupas e abrigo. O Profeta começou a buscar uma maneira pela qual pudesse ajudar esses membros pobres da Igreja.
Quando o Profeta chegou pela primeira vez a Kirtland, Ohio, viu que alguns membros da Igreja estavam vivendo juntos em uma fazenda que pertencia a Isaac Morley. Eles tinham lido na Bíblia que os membros da Igreja na época de Jesus compartilhavam tudo o que tinham. (Ver Atos 2:44–45; 4:32) e estavam procurando viver da mesma forma. Esse plano, porém, não estava funcionando muito bem. Por exemplo, um homem achava que se tudo o que possuíam era compartilhado, não estaria errado ele vender um relógio que na verdade pertencia a outro homem. Isso fez com que o proprietário do relógio ficasse muito zangado. O Profeta percebeu que apesar de ser bom que aquelas pessoas estivessem tentando partilhar tudo umas com as outras, seu plano não era aprovado pelo Senhor. Joseph orou para saber o que o Senhor queria que os membros da Igreja fizessem.
Poucos dias depois de chamar Edward Partridge para ser o bispo da Igreja, o Senhor revelou a Joseph Smith a lei da consagração. (Ver D&C 42:30–39, 42.) Essa lei ordenava aos santos que compartilhassem seus bens com os outros de modo organizado. O Senhor deu as seguintes instruções:
  1. 1. Os santos deveriam consagrar, ou dar, todas as suas propriedades e posses para a Igreja. O bispo seria responsável por essa consagração.
  2. 2. O bispo decidiria com o chefe de cada família quais propriedades e posses a família necessitaria para trabalhar e viver. O bispo entregaria o necessário à família.
  3. 3. As famílias deveriam trabalhar arduamente para sustentar-se, usando as coisas que lhes foram dadas. Depois de atender a suas próprias necessidades, todo o excedente obtido ou criado deveria ser dado ao bispo para ajudar os pobres e fortalecer a Igreja.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Consagração 4 - A Lei e a ordem de sião - (parte 2)



Alguns pontos importantes da Lei da Consagração(Ordem Unida):
1. Ingresso na Ordem unida é totalmente voluntário, como evidenciado por uma consagração de
toda uma propriedade para a Igreja.
2. A ordem unida não é um programa de assistência suplementar, é o sistema econômico em Sião.
Ele fornece um padrão de vida compatível com nossas necessidades, desejos, condições e
capacidade de expansão de uma mordomia.
3. A ordem unida opera sob o princípio da propriedade privada e de gestão individual. Não é nem
condomínio, nem comunista. Cada um possui sua própria propriedade, com um título absoluto. A
família individual é preservado. Não existe uma tabela comum.
O Profeta rejeita comunismo. Quando chegou a Kirtland, em 1831, ele encontrou alguns dos
Santos organizados em uma sociedade comum chamada "família". Ele logo teve que abandoná-los
para a lei "mais perfeita do Senhor." (História da Igreja, 1: 146-47) Quando perguntado mais tarde,
"Mórmons acreditam em possuir todas as coisas em comum?", ele respondeu que não. (History of the
Church, 3:28) Em Nauvoo, ele gravou essa entrada em seu diário: "Preguei no pulpito cerca de uma
hora sobre o capítulo 2 de Atos, projetando para mostrar a loucura do uso comum [exploração
da propriedade em comum ]. Em Nauvoo, todo mundo é mordomo de si próprio. "(History of the
Church, 6:37-38)
A ordem unida, de acordo com o Élder Harold B. Lee, "é mais capitalista do que quer ... socialismo
ou comunismo, em que a propriedade privada é de responsabilidade individual e será
mantida." (Conference Report, outubro 1941, p. 113)
4. A ordem unida não deve ser confundida com várias "unidas" ordens que eram praticados em Utah.
Presidente J. Reuben Clark observou: "Na prática, os irmãos do Missouri foram embora, nas suas
tentativas para estabelecer a ordem unida, a partir dos princípios estabelecidos nas revelações.
Isso vale também para as organizações de criação ..., em Utah, após o Santos chegando nos vales.
"(Conference Report, outubro de 1942, p. 55)
5. A ordem unida não é o socialismo. A "igualdade" de que fala a ordem unida é baseada em (1) o
tamanho da família, (2) a situação familiar (3), querer da família (estes estão a ser "apenas"), e (4)
família precisar. (Ver D & C 51:31.) Como o Presidente J. Reuben Clark observou: "Obviamente,
este não é um caso de nível " morto "de igualdade." (A Ordem Unidas e da lei da consagração, Salt
Lake City: Deseret News, 1945 , p. 25)
6. A ordem unida só será implementado por revelação ao profeta da Igreja, não por legislação ou
algum programa político.