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terça-feira, 21 de março de 2017

Responsabilidades do Bispo com o Fundo de Jejum


Respondendo a dúvida de meu grande amigo e bispo aí vai o que aprendi...
Não vou escrever com minhas palavras, já existe muitas coisa escrita sobre esse tema, vamos apenas ler os manuais e o que os profetas disseram sobre o tema.

“O bispo utiliza as ofertas de jejum para atender às necessidades dos membros carentes. (...) o bispo também dirige a utilização de outros recursos da ala além das ofertas de jejum, incluindo tempo, talentos, habilidades, compaixão e doações dos membros da ala” (Manual de Instruções da Igreja, Volume 1, pp. 18-19).
“O ofício de bispo traz consigo a incumbência especial de cuidar dos pobres e necessitados” (Manual de Instruções da Igreja, Volume 1: Presidências de Estaca e Bispados [2006], p. 17; ver também D&C 84:112; 107:68)
“Ao bispo são dados todos os poderes e encargos que o Senhor especificou em Doutrina e Convênios para assistência aos pobres (...). Ninguém mais é encarregado dessa responsabilidade, ninguém mais é investido com esse poder e funções” (J.Reuben Clark Jr., Cuidar dos Necessitados [guia de estudo, 1986], p. 4).
“Estabelece-se um armazém [do Senhor] quando membros fiéis consagram ao bispo seu tempo, talentos, habilidades, solidariedade, bens e recursos financeiros para cuidar dos pobres (...) Assim, o armazém do Senhor existe em todas as alas e o bispo é seu agente. Guiado pela inspiração do Senhor, ele distribui as ofertas dos santos aos pobres e necessitados” (Manual de Instruções da Igreja, Volume 2: Líderes do Sacerdócio e das Auxiliares [1998], p. 256).
 O Presidente James E. Faust ensinou: “Quem determina quem é pobre em Utah, no Peru, na Nigéria, em Samoa, na Alemanha ou em qualquer outro lugar? As condições são tão diversas em todo o mundo que o bispo local em cada área é quem determina quais, entre o seu povo, de acordo com as circunstâncias locais, são pobres” (mensagem de bem-estar para a conferência geral de abril de 1991).
 O bispo deve procurar os pobres e os necessitados e discernir pelo Espírito como a Igreja deve ajudar (ver Manual de Instruções da Igreja, Volume 1, p. 17; Cuidar dos Necessitados, p. 4, lição 7 deste manual). O Presidente Marion G. Romney ensinou este princípio: “A quem devo ajudar? Quanta ajuda devo dar? Com que freqüência e por quanto tempo devo ajudar? Nunca será fornecida uma regra rígida como resposta a essas perguntas. Como juiz comum, você [o bispo] deve viver dignamente para obter as respostas para cada caso da única fonte existente — a inspiração dos céus”
(Conference Report, outubro de 1979, p. 140, ou Ensign, novembro de 1979, p. 96).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

1978 e os Negros

O Presidente Spencer W. Kimball disse:

"Como os irmãos sabem, no dia nove de junho uma política mudou, afetando grandes números de pessoas pelo mundo afora. Milhões e milhões de pessoas sentirão os efeitos desta revelação que nos veio. Eu me recordo vividamente que durante um tempo eu caminhava todos os dias ao templo e subia até o quarto andar onde se realizam as assembléias solenes e onde se realizam as reuniões dos Doze com a Primeira Presidência. Depois que todos haviam saído do templo, eu me ajoelhava e orava. Orava com muito fervor, pois eu sabia que perante nós estava algo extremamente importante para muitos filhos de Deus. Eu sabia que só poderíamos receber as revelações do Senhor se fôssemos dignos e se estivéssemos prontos para recebê-las, aceitá-las e pô-las em prática. Dias após dias eu ia sozinho com grande solenidade e seriedade ás salas superiores do templo e lá oferecia minha alma e oferecia meus esforços de levar a obra adiante. Eu queria fazer o que Ele quisesse. Eu conversava com Ele e dizia: 'Senhor, eu só quero fazer o que é certo. Não estamos fazendo plano algum para lançá-lo de modo espetacular. Só queremos aquilo que tu queres, e queremo-lo na hora que tu decidires e antes disso não.'
"Horas após horas nós nos reuníamos com o Conselho dos Doze na sala sagrada onde há um quadro do Salvador que representa suas diferentes disposições e onde também há quadros de todos os presidentes de Igreja. Por fim sentimos a impressão do Senhor que nos revelou de forma muito clara que isto era o que se devia fazer para tornar universal para todas as pessoas dignas o evangelho."
O élder Bruce R. McConkie declarou: "Aconteceu num dia glorioso de junho de 1978. Todos nós estávamos reunidos na sala superior do Templo de Salt Lake. Oramos fervorosamente, rogando ao Senhor que manifestasse sua mente e vontade concernentes áqueles que têm direito de receber o santo sacerdócio. O próprio Presidente Kimball serviu de porta-voz, oferecendo os desejos de seu coração e de nosso coração áquele Deus cujos servos somos." Antes disso, durante a mesma reunião, o Presidente Kimball já havia discutido a possível concessão do sacerdócio a todas as raças. O élder McConkie continua: "O Presidente repetiu o assunto em pauta, lembrou-nos das reuniões prévias e disse que havia passado muitos dias sozinho na sala superior, suplicando ao Senhor  uma resposta a nossas orações. Ele disse que se a resposta fosse continuar a seguir a política em vigor de negar o sacerdócio aos descendentes de Caim, como o Senhor havia antes ordenado, estaria preparado a defender a decisão até a morte. Porém, ele disse, se a hora muito esperada tivesse chegado em que a maldição do passado seria removida, ele achava que poderíamos convencer o Senhor a manifestar-se. Ele comunicou sua esperança que recebêssemos uma resposta clara, sim ou não, para que houvesse uma solução definitiva."
James E. Faust:
Uma semana depois da reunião a que o élder McConkie se referiu..."Todas as autoridades gerais foram convocadas á sala superior do templo para uma reunião especial. O Presidente Kimball anunciou a revelação, a qual foi recebida com grande alegria por todos os irmãos. A caminho da reunião eu caminhava como um dos outros presidentes do Primeiro Quórum dos Setenta (naquela época eu não era membro do Quórum dos Doze). Meu querido colega me perguntou se eu achava que a reunião era a respeito de certo problema corrente e eu indiquei que achava que não, sem comentar mais a respeito do assunto. No íntimo, porém, eu esperava que se fosse anunciar uma revelação como a que de verdade veio. Ninguém havia indicado que tal anúncio estava para vir, mas os meus sentimentos se baseavam na inquietação provinda do Espírito.
As próprias palavras do Presidente Kimball é que melhor descrevem o evento: "Tivemos a experiência gloriosa do Senhor manifestar-se claramente que a hora havia chegado em que todos os homens e mulheres em todo lugar podem ser co-herdeiros e plenos participantes de todas as bênçãos do evangelho.  Quero, como testemunha especial do Salvador,  que os irmãos saibam quão perto dele e de nosso Pai Celestial me senti ao estar numerosas vezes na sala superior do templo, indo sozinho muitas vezes ao longo de muitos dias. O Senhor me revelou de maneira claríssima o que se deveria fazer. Não supomos que as pessoas do mundo possam entender tais coisas, pois sempre se apressam para inventar suas próprias explicações ou desprezar o processo divino de revelação."